
O projeto cultural “Sextas sem Conta”, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) através da Escola de Gestão e Controle Conselheiro Alcides Nunes (EGC), apresentou hoje (24/04) o tema “Turismo no Piauí: o que ver e o que fazer”, com palestras do escritor, economista e especialista em planejamento e administração de turismo Enéas Barros e do secretário estadual de Turismo Daniel Oliveira, advogado e mestre em Direito Constitucional. O evento aconteceu no auditório da Corte de Contas.

No início do evento o coral “Contas & Cantos”, formado por servidores do TCE-PI, apresentou sob a regência do maestro Fábio Mesquita as canções “Teresina” (José Rodrigues/Aurélio Melo), Cajuína (Caetano Veloso) e “Anunciação/Ai que saudade de ocê” (Alceu Valença) para uma plateia formada por servidores do tribunal e estudantes dos Centros de Educação em Tempo Integral (CETI) Raimundo Portela e João Henrique Sousa.

Na abertura das falas, o professor doutor Bernardo Sá, coordenador do “Sextas sem Conta”, disse que o projeto existe desde 2019 e foi criado para quebrar a rotina técnica-operacional do TCE, que é um órgão que tem por finalidade fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, mas os seus técnicos são pessoas que discutem política, gosto musical, cultura e outros temas e precisam desses encontros para recarregar as energias.
Enéas Barros afirmou em sua palestra que o turismo em Teresina é superavitário, com dados mostrando o impacto na economia da capital. Para ele, a taxa de ocupação dos hotéis na capital segue a média nacional, em torno de 60%, tendo recebido em 2023 cerca de 240 mil turistas que geraram uma renda para o setor de R$ 587 milhões e R$ 18,9 milhões apenas com o Imposto Sobre Serviços arrecadados pela prefeitura naquele ano, segundo os dados mais recentes disponíveis.

O secretário Daniel Oliveira anunciou para os estudantes presentes que o edital do projeto “Turismo Escolar” será lançado na primeira semana de maio e vai beneficiar dezenas de escolas que apresentarem os projetos para levar os alunos a destinos como a Serra da Capivara, Museu do Mar, Museu do Homem Americano e o Delta do Parnaíba.
Ele disse que os maiores desafios para o turismo piauiense são a hotelaria e a malha aérea, mas isso vem sendo enfrentado pelo governo com a busca de investidores e a formação de parcerias com as empresas para que novos voos sejam colocados tendo as atrações do Piauí como destino. Ele afirmou também que o Estado vai construir um teleférico no Morro do Gritador, em Pedro II, criando mais uma opção de passeio para os turistas. “O Estado vai construir e depois vamos procurar um parceiro para operar. O governo não entende de turismo, quem entende é a iniciativa privada que investe seu capital e quer retorno”, assegurou.

No debate, foi colocada a questão de pontos turísticos de Teresina estarem sem uso, como o elevador panorâmico da Ponte Estaiada e, novamente, Daniel Oliveira sugeriu que ele passe a ser administrado pelo capital privado, pois o poder público não tem a rapidez que o público exige nas respostas para eventuais falhas. Ele também salientou a necessidade do Estado participar de feiras de turismo, como as de Paris, Londres, Milão e Lisboa ocorridas no ano passado. “O Piauí tem que mostrar as suas vitrines para o Brasil e o Mundo”, frisou.



